segunda-feira, 2 de maio de 2016

SPFW DAY 3 - Lenny Niemeyer

Lenny olhou para a cultura milenar do Japão, mostrando ícones de sua tradição, como o shibari, os quimonos e estampas de animais como tigre e carpas, em modelagens contemporâneas. O desfile começa com muitas cores vindas da riqueza das estampas e vai limpando até chegar em tons de pele.

Uma das coleções recentes mais bonitas de Lenny. Há uma série de experimentos com os maiôs e biquínis, por meio de recortes e modelagens, que vão de uma alça mais grossa a um decote bem aberto em V, um vazado na cintura ou até transformar o maiô em uma t-shirt, com mangas curtas ou compridas, simulando construções japonesas.




Cada vez mais há menos distância entre as modas de praia e de rua. Lenny é um bom exemplo dessa derrubada de barreira e tem trabalhado com maestria o aspecto de um lifestyle que gira em torno do beachwear, em vez de se prender somente no espaço entre a areia e o mar. Essa coleção traz quimonos maravilhosos, vestidos, calças e até jaquetas esportivas com as estampas japonesas. E em muitos looks, o biquini aparece dentro das roupas. “Minha ideia foi fazer uma simulação de quanto a moda sai cada vez mais da areia. E pensar que antes a lycra era parte do submundo da moda…”.






A arte de amarrar. O shibari é um método nascido no Japão de amarração com corda usado para prender fugitivos no século 19. Depois ele passou a ser associado ao bondage e tem como ideia central os contrastes da corda apertada no corpo nu, a força e a entrega, a calma e o medo. Quem pratica o shibari diz que pode ser algo gentil ou firme, criando uma variedade de emoções que são tão flexíveis quanto a própria corda. Assim, é uma relação de confiança entre quem amarra e quem é amarrado. No backstage, um senhor especialista amarrava a corda no corpo das modelos dos quatro looks finais – e maravilhosos – que foram inspirados nessa arte.




E o meu preferido do desfile foi:


Nathalia Goulart

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